quinta-feira, agosto 16, 2007

Troco...

Troco coração por neurónios.


Caracteristicas do coração:
- Quase em primeira mão
- ECG e ecocardigrama sem alterações relevantes
- Crono e ionotropismo suficiente para manter um par de siamesas
- Consome pouco
- Desvantagem : ser rebelde, com a mania de que só faz o que quer

Troco por um par de neurónios gordos e expeditos, para fazerem companhia aos subnutridos Tico e Teco. Não exijo caracteristicas especiais, basta que pensem.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Dias assim...

E entretanto há aqueles dias em que se acorda com vontade de mandar o mundo inteiro "comer ovos de cão".... Que apetece partir o espelho, dar um pontapé na máquina do café, rasgar os livros, queimar as canetas e esperar que o telemóvel exploda.
Depois lembro-me do livro, recomendação da tia Belinha, e penso:
- Sorri, Shara, sorri. Controla os teus pensamentos. Pensa em coisas boas.
As únicas coisas boas que me consigo lembrar são as formas como gostava de ver algumas pessoas seleccionadas afogar-se... Mas isso não á coisa de miúda cristã.
(E tu és cristã desde quando, Shara?)
Então mudo o pensamento... Coisas boas, coisas boas... Hmmm não encontro... Mais um esforço... Coisas boas.... O quê? Pensar no Carmo dalla Vecchia não conta?? Oh assim não vale.
Desisto.
Nestes dias assim não adianta. Eu tentei. Mas, por mais esforços que faça, não consigo.
Mundo, vai "comer ovos de cão!".
Eu, eu vou pró banco. Os miúdos, por mais ranhosos, fanhosos e chorosos que estejam, sempre me fazem sorrir.

sábado, agosto 04, 2007

Serás justo?

Eu queria mais. Queria tudo.
Será justo pedir tudo? Mas, por outro lado, será justo querer tudo e fingir que não se quer nada? Será justo contentarmo-nos com muito pouco? Que é seguro, é. Quem espera pouco desilude-se pouco. Mas por outro lado, quem finge que não espera nada, não recebe nada. E se está a fingir, e quer, acaba por não ter nada quando, no fundo, quer tudo. E muito mais ainda.
No fundo o melhor é querer pouco, e só aquilo que os outros estão dispostos a dar. Mas, assim, não seremos apenas aquilo que os outros querem que sejamos e que tenhamos? E nós, onde ficamos?
Confusa, eu sei. Mas é assim que me sinto. Confundida, desencantada, enganada.
Porque, já dizia a Bad... Tudo o que podemos esperar de alguém que não está disposto a dar nada é isso mesmo. Nada.
E eu, nós os dois sabemos, não sou gaja de esperar nada.

domingo, julho 08, 2007

As oito maravilhas...

A oitava maravilha do mundo é o arraial do "meu" bairro. Sem dúvida.
Não há nada que chegue a um arraial onde não há manjericos, mas há um "copo de cerveja a 25 cêntimos com oferta de um copo de sangria". Mais a bela da sardinha. Onde há rifas nas quais "calha sempre alguma coisa". A mim não me calhou nada, surpreendentemente... "É sorte ao amor menina", disse a velhota...

Deve ser deve. Quase que preferia ganhar um daqueles (lindoooos) pratos de pendurar na parede do que ter ESTA sorte que tenho tido ao amor...

Arraial que se preze tem um cantor que diz "vocês são liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindos pessoalllllllll!!" enquanto puxa pelo povo que grita desaforido "ÉsseÉleBêêêêêê ÉsseÉleBêêêêêê ÉsseÉleBêêêêêê!!!!!!!!!!!!" Num arraial a sério no "meu" bairro há um mix de Tony Carreira com Ivete Sangalo. Só que dança-se tudo da mesma maneira. Inclusivé Kizomba, porque no "meu" arraial não faltou o clássico "Iolandaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, és todo meu quererrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr"!
No arraial do "meu" bairro dança-se tarraxinha e KuDuro em versão pimba... Afinal é um bairro multi-cultural e há que agradar a gregos e troianos.
Dança homem com homem, mulher com mulher, mulher com homem, homem com Super Bock... Até o padre dança. Com as beatas. Que fazem fila e se empurram. Devaraginho, mas empurram, que eu bem as vi... Hoje deve ter ido tudo ressacado para a missa das 11.
O Comité de escolha das Maravilhas é que não viu isto senão... era vitória certa!

quarta-feira, julho 04, 2007

Gotan e a re-mistificação do acordeão

Felizmente existe Gotan Project.
Finalmente o acordeão foi re-mistificado.
Da próxima vez que me lembrar de um acordeão há-de vir-me á mente, (Insh Allah!), um som de acordeão embedido por uma voz quente de tango num jardim marquesiano, com 2 grandes novos amigos, numa noite de verão.
E não, felizmente, aquela visão do inferno que era o pequenito Saul, a dançar, espremido e desdentado, pendurado num acordeão a cantar o "Bacalhau quer alho" no Big Show Sic.
Felizmente.

sábado, junho 30, 2007

Momentos

... E quando dou por nós, estamos assim,

felizes, sentados ao sol,

a mastigar pastilha elástica com a boca aberta...