terça-feira, abril 22, 2008

Vida de bairro...

Confesso que antes ainda estava com um niquinho de pena de não ir a New York mas...

... com um tiroteio mesmo em frente a casa, quem é que precisa de conhecer o Bronx?
Vida de bairro kuia. Kuia, kuia...

sexta-feira, março 21, 2008

At the end of the day...

At the end of the day faith is a funny thing. It turns up when you don't really expect it. It's like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed. The castle, well, it may not be a castle. And it's not so important to be happy ever after, just that its happy right now. See, once in a while, once in a blue moon, people will surprise you. And maybe we're not supposed to be happy. Maybe being grateful means recognizing what you have for what it is. Appreciating small victories. Admiring the struggle it takes simply to be human. At the end of the day, the fact that we have the courage to still be standing is reason enough to celebrate.
in Grey's Anatomy
... even though it hurts so bad.

Pensamentos "Pascoalinos"

Querido coelhinho,

descobri.

Que erramos. Tratamos mal. Esquecemos. Ignoramos. Ironizamos. Que nos enganamos. Que nos magoamos e, mais grave, magoamos os outros. Que fazemos coisas realmente más que nos envergonham e nos (lhes) causam dor. Sim, fazemos coisas que nem temos coragem de contar. Acusamos os outros quando os culpados somos nós. Mentimos. Omitimos. Acusamos sem motivos. Não conseguimos pedir desculpa. Somos maus.

É muito chato descobri-lo na Páscoa.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Conversa de miúdas

-"... É que, como se não bastasse, ela tem uma voz maravilhosa. Aposto que deve ser linda, boazuda e com um bocado de sorte ainda é riquissima. É mais que óbvio que, quando ele escolhe outra pessoa, ela tem de ser o máximo."

(O facto de não fazermos ideia de quem seja ela (a que atendeu o telemóvel dele)
não muda nada.)


- "Mas porquê? Na volta nem é. Se calhar é uma miúda completamente normal como nós."

Hiiiiii... Só porque uma lambisgóia qualquer atendeu o telemóvel dele, nós já temos que ser normais?? Só porque ele achou que nós não somos suficientemente boas, isso torna-nos normais??


- "Aliás, nós não somos normais, pá! Olha ao que isto já chegou. Ele é que é parvo e não sabe dar valor."

- "Se calhar sabe. Por isso é que a escolheu."

- "Achas que sim? Escolheu porque é parvo. Ponto. Mesmo que estejamos longe de ser misses, sei lá, também temos coisas boas. Tipo... Tipo..."

- "Tipo quê?"

- "Tipo... Não somos feias de fugir. Somos simpáticas. E espertas. Sabemos de cor os critérios de Ranson e coisas super importantes como o Plano Nacional de Vacinação. E pronto, eu não sei cozinhar, mas tu sabes."

- "Não interessa nada disso, se ela for mas gira e mais bem feita de que é que serve isso?"

- "Sei lá, há-de servir para alguma coisa."

E mesmo que eu não to diga, tens razão querida, quase tão mau como saber que há alguém que pode atender o telemóvel dele é pensar que ela pode ser mais gira, mais bem feita e mais inteligente que nós.


Sim, isso faz parte da (nossa - minha e tua) natureza feminina, não há nada a fazer. E não, nunca ninguém nos vai ensinar a lidar com isso.

E é por estas e por outras (principalmente pelas outras) que o mais importante é ser um todo...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Consulta I

E a meio da consulta da (amorosissima) Dona Maria...
- E doenças do coração, a D. Maria tem?
- Ah não, graças a Deus, eu não tenho. Mas até preferia ter. Tudo menos estas dores nas costas. Quem tem é o meu filho. Nem sei se é bem uma doença do coração. É o amor da minha vida, só que vai viver para longe e isso também me traz preocupada. Está a comprar uma casa ali para os lados de Cascais, uma casa muito jeitozinha sim senhora, tem uns quartos grandes e muita luz, é um bocado fria no Inverno mas agora com o aquecimento central tudo se resolve, só que os aquecimentos centrais também tem o problema das diferenças de temperatura e das gripes que se apanham, uma prima minha até teve uma gripe que depois passou a pneumonia e esteve muito mal coitada, internada e tudo no hospital, a doutora até deve conhecer, chama-se Maria e é muito boa moça mas tem tido azar na vida coitada, só teve a sorte de ter sido diagnosticado a tempo, que ela estava quase a ir de férias para Cabo Verde, dizem que é muito bonito e eu acredito apesar de nunca ter ido, aliás nunca vou a lado nenhum porque o meu marido nunca está para ai virado e sempre que é para sair de casa começa logo a refilar a menos que seja para ir comer uns petiscos na tenda do Chico que não é mau homem mas dizem que volta e meia quando bebe fica assim descontrolado e não é que eu tenha nada a ver com isso, mas ouvi dizer que até se envolveu numa luta que teve de ir lá a policia á praceta, e isso até vi eu. Mas doutora, eu cá não gosto de falar da vida das pessoas, não sou como a outra do café que é o dia todo no "diz-que-diz", que um destes dias até a apanhei a falar da vizinha de cima que é uma rapariga um bocado estranha é verdade, mas é um docinho de pessoe e eu não tenho razão de queixa apesar de se vestir com umas roupas muito justas e umas saias curtas de mais, mas também estas modas agora doutora, é tudo assim, você é jovem e sabe. E ainda por cima a rapariguita até é sossegadinha, não é nada como a do 4º frente, que deixa o lixo á porta de casa, um destes dias ate hei-de falar nisso na reunião do condomínio. Não que eu seja de falar mal mas estas coisas uma pessoa aborrece-se. E é por isso que o meu filho vai para Cascais para os tais apartamentos jeitosos com muita luz e por isso fez o exame ao coração para o empréstimo e encontraram uma coisa que eu também não sei o que é, e também já nem sei se é no coração, que uma pessoa com esta idade já baralha as coisas...
É impossivel não adorar as Donas Marias com que me cruzo...

Retornada, revigorada e recarregada

E eis que, lambidas as feridas, volto.
Foi duro o ano que passou. Mas passou.
E agora volto. Revigorada, revitalizada e cheia de esperança em dias cada vez melhores.
Aos que acompanharam a minha epopeia a tentar tornar-me pediatra, é com alguma tristeza que vos digo que não consegui. E que custou muito assumi-lo. Que não consegui. Custava tanto dizê-lo antes. Hoje não custa tanto.
Sou, actualmente, uma orgulhosa interna de especilidade de Medicina Geral e Familiar. Pondo as coisas doutra forma, sou um projecto de médica de familia.
Se o sonho da pediatria morreu? Nunca morre, é certo. Mas temos de perceber quando os sonhos nos magoam ao ponto de não nos deixar lutar por eles. Continuo a sonhar com isso mas, por enquanto, vou-me deixando apaixonar pelo que a vida me ofereceu. E, felizmente, a vida tem-me oferecido muito.

Aos mais próximos, peço desculpa pela ausência. Senti saudades vossas.

domingo, outubro 14, 2007

Escola da vida

O meu João...
... o João pequenino que eu vi nascer, comer sopa pela primeira vez, andar, falar, crescer, aprender a nadar, a fazer rabiscos e a andar de bicicleta sem rodinhas...
Esse João, o meu João, entrou para a escola e já diz o abecedário (completo!)...
... com arrotos!!! :)